Este post apresenta um ponto de vista interessante sobre o modo de trabalho das equipes de TI na migração de sistemas para cloud computing, discutido em um artigo da Itweb (adaptado)

Quando falamos em migração para Cloud, estamos discutindo diferentes formas de trabalho com a equipe de TI, e atualmente há uma forte divisão entre as operações de data center e equipes de desenvolvimento, que cuidam, apenas parcialmente, dos interesses do outro.
Em operações, um administrador de sistemas, geralmente, conhece bem um aplicativo e seu servidor, enquanto o programador aprende sobre protocolos de rede, APIs e códigos de linguagem.
Na nuvem, o papel do administrador muda. Ele precisa confiar em outra pessoa para fazer seu papel tradicional de gerenciar e, para acessar um servidor, deverá aprender mais habilidades de programação, como protocolos de serviços web soap ou rest e como lidar máquinas virtuais em um ambiente distribuÃdo, o que pode exigir conhecimento de PHP, Python ou alguma outra linguagem de script.
“Não existirá um administrador de sistema distinto do programador”, prevê Jason Hoffman, fundador e CTO da Joyent, fornecedora de data center virtual há seis anos.
Já os desenvolvedores no Japan Post, um conglomerado de serviços postais, bancos e seguradoras com 70 mil funcionários, descobriram que podem ter mais rapidamente novas ferramentas usando plataformas em nuvem, mas antes precisam aprender a desenvolver aplicativos ágeis.
A empresa criou aplicativos de CRM e relatórios de acidentes usando a plataforma da Sales.com. Levou apenas um quarto do tempo e custo que levaria para desenvolver e implementar em infraestrutura convencional, disse Yoshihiko Ohta, gerente-geral sênior do Japan Post
Hoje, quando um gerente de uma unidade de negócio pede por mais capacidade no servidor, significa, hoje, um esforço de seis semanas, aproximadamente, o que pode ser resolvido com uso de Cloud.
Sistemas de cobrança retroativa por exemplo podem, automaticamente, cobrar pelo consumo separado por departamento. Ao unir isso à capacidade de nuvens externas, a principal dor de cabeça da área de TI vai embora.


O processo de aprovação para novos servidores tradicionais contribui muito para este longo prazo, o que também precisa ser revisto ao aprovar mais recursos para clouds públicos ou ambientes virtualizados:
“Os processos de negócio precisam refletir o que a virtualização é capaz de fazer”, diz o analista Haff, “Mesmo que seja possÃvel acessar um servidor em 60 segundos, não adiantará de nada se o usuário ainda precisar de três semanas para aprovação.”